Uma aventura no estrangeiro

Esta é uma história de mais uma aventura dos Trackfreeks. Para quem não conhece, os Trackfreeks, surgem no ano 2000/2001 quando surgem os primeiros trackdays em Autódromos em Portugal. Como quase em todos os grupos, este sem excepção também foi formado por um grupo de amigos, que tinha como paixão e hobbie, carros, participavam em trackdays e tudo o que estava associado ao mesmo. Preparações, troca de informações, dicas, divulgação, amizade.

Deste grupo, fazem parte Hugo e Bruno Fernandes, Pedro e Miguel Lopes, Alexandre Monteiro, André Soares, Telmo Gil, Stuart Edgell, Mark Anette, Cesário Ponte, entre outros.

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Após o europeu de Drift KD Lousada 2011, onde obtiveram o 3º lugar na classe Pro, muitos dos participantes deixaram no ar o convite para uma participação da equipa no British Drift Championship. E o convite acabou por ser aceite.

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Foi há pouco mais de um mês que Hugo Fernandes e os Trackfreeks realizaram a primeira prova do British Drift Championship pela equipa Redmist. Não haverá muitos pilotos que consigam ter a capacidade ou dedicação para viajar para um país diferente para participar no seu campeonato de drift preferido. Uma verdadeira aventura…

Hugo Fernandes e irmão com os restantes 6 colegas do Trackfreeks aterraram em Luton às 18h00 de sexta-feira dia 20 de Abril, apenas um dia antes do início do campeonato. Juntaram-se a um colega que vive em Londres e que os acompanhou na jornada até ao autódromo de Teesside, em Middlesborough.

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O carro com que iam competir tinha sido enviado para Inglaterra um mês antes, de forma a ser preparado e terminado para estar pronto para o evento. Na noite anterior, o Hugo confirmou que mesmo na noite anterior ao evento, o seu carro estava a ser reprogramado na Protuner, havendo a possibilidade de o carro nem ficar pronto para o evento. No entanto não podia pensar muito no assunto, pois era importante ter algumas horas de sono antes da prova, e teria que estar às 8h00 da manha na pista, fresco e concentrado para a prova.

Quando acordaram, tiveram boas notícias, o carro estava pronto e a caminho do evento. Já no autódromo, reviram algumas caras conhecidas e os amigos da equipa Redmist. Entretanto o tempo passava e deixavam-se envolver pela atmosfera do evento. Mas as sessões de treino começaram mesmo sem o carro do Hugo estar presente no autódromo. Foi então que o colega de equipa Stuart Egdell lhe disponibilizou o seu carro para a sessão do treino. Mas não era a mesma coisa, o carro estava afinado para outro piloto, a posição de condução era demasiado baixa e a distância aos pedais não era a ideia, o Hugo só pensava no seu Toyota Soarer…

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Entretanto a sessão de treinos acabou e o carro chegou ao autódromo. A equipa rapidamente colocou o extintor e toda a decoração do carro, tentando coloca-lo pronto o mais rapidamente possível.

A seguinte sessão de treinos ainda foi feita com os nervos à flor da pele, debaixo de uma chuva torrencial. Logo a seguir ao arranque um barulho fazia antever o pior, e o carro teve que abandonar a pista, a confirmação vinha depois das boxes, o LSD estava danificado. Mas Ricky Emery, também condutor de um Soarer emprestou um diferencial novo e os Irlandeses da WKD Imports ajudaram a fazer a troca nas boxes. Este espírito de entreajuda ajudou a que o carro ficasse pronto para as sessões de classificação mesmo à justa.

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Mas as coisas não estavam fáceis, o Hugo Fernandes apenas tinha feito drift uma vez com o Soarer à chuva, mas tinha sido num trackday com o carro de origem e não num evento de drift! Praticamente não havia experiência com o carro nestas condições, com o novo remapeamento, os pneus mais largos na traseira, o Hugo não sabia como o carro poderia reagir.

A primeira volta até nem foi má, excepto um pião na última curva depois de ter entrado com velocidade a mais. Na segunda, a pista estava ainda mais escorregadia, e o pião foi logo na primeira curva.

A última chance aproximava-se, o Hugo tinha que se concentrar se quisesse qualificar-se para as 16 batalhas finais. A condução não foi tão arriscada e o objectivo era não correr qualquer tipo de risco de não qualificação.

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Nessa sessão, o Hugo acabou por conseguir qualificar-se na 10ª posição, o que não foi nada mau, dadas todas as adversidades como as condições atmosféricas e a pouca experiência com o carro. A jornada terminava com um duche quente no hotel.

Domingo era o dia das batalhas. A primeira estava reservada para ser contra Christian Lewis, que o Hugo fez questão de conhecer pessoalmente. O sol ajudou nas sessões de treino da manha, com a pista totalmente seca. Nestas condições o comportamento do carro era totalmente diferente.

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A primeira batalha com o Christian correu bem, com o Hugo na perseguição, tendo cometido apenas um pequeno erro. Na segunda, com o Hugo na frente, foi uma prova boa, com excelente condução, com muito fumo e pontos arrecadados pelo Hugo, mas infelizmente foi desqualificado pelos juízes devido ao não cumprimento de uma regra. Certamente que o Hugo não esquecerá esta regra novamente. No final, seria mesmo o Christian a ganhar a Pro Class.

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Foi um fim-de-semana em cheio para os Trackfreeks, e a Team Redmist, cheio de diversão, stress e borracha queimada. Foi também uma boa oportunidade para ganhar experiência de modo a que as coisas possam correr melhor no próximo evento em Norfork.

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Quando questionados sobre os apoios em Portugal ao drift e à visibilidade da modalidade, reconhecem que não é fácil conseguir os apoios, mas também as condições em que se encontra o país não é das mais favoráveis. No entanto, assumem que não é por isso que vão parar ou deixar de fazer o que gostam. A participação no BDC exige muito trabalho e esforço.

Os Trackfreeks contam para 2012 com o apoio das câmaras Drift HD, do site/blogue Drifted.com; C R Turbos; EP Racing; C R Films e Noize. O BDC, campeonato no qual estão focados, conta com 3 classes com 30 carros cada uma. Referência ainda para a forma como a equipa Portuguesa foi acolhida por todos, desde organizadores, júris, comissários, participantes das demais equipas , etc, como verdadeiros amigos.

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“A entreajuda e moldura humana do evento são simplesmente recompensadoras que nos faz esquecer que é uma competição e tudo se transforma quase num Drift-day entre amigos”

Trackfreeks:Facebook
Team Redmist: Facebook
Fotos: Telmo Gil

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